É Som de Preto, de Favelado…

Mas quando toca, ninguém fica parado. Positivo, é assim mesmo que rola. A Bagaceira, na humildade, abriu de soul e vai continuar no batidão da black music. Agradeço aos leitores que pintaram e deixaram comentários encorajadores, valeu demais a moral.

Bom, pra comprovar que o que faz a diferença não é nem a latitude e nem a longitude e sim a melanina, deixo na de vocês algumas pérolas negras catadas no iutubi durante essa trabalhosa tarde paulistana.

Para a molecada mais nova, que pensa que o mundo só começou depois que Coolio nasceu, separei a seminal Pastime Paradise, gema que Stevie Wonder incrustou na sua obra prima The Songs in The Key of Life, de 1973.

Da hollywoodiana CDD chegam dois caras do conceito, os MCs Cidinho e Doca, detonando o hoje clássico Rap das Armas, que bombou muito em 96.

Repare como a vibe que rola nos bohíos da periferia de Havana é a mesma dos barracos de qualquer favela brasileira. Em A Lo Cubano os Orishas misturam isso com santería, comunismo e Compay Segundo. Foi hit mundial em 2000.

Pop Staples foi um artista que fez sucesso mediano na América cantando blues, R&B, gospell e até canções de protesto nos anos 60. Aqui ele interpreta magistralmente Papa Legba, canção que David Byrne, do Talking Heads, fez para seu próprio longa-metragem de ficção, o subavaliado True Stories, de 1986.

Pra fechar com tudo a Bagaceira de hoje a tiração de onda braba do cafetão honorário Rick James, com seu megahit de 1981, Superfreak.

Por hoje é só, rapaziada. Amanhã eu acho que tem mais. Partiu.

A Bagaceira Abre Suas Portas

Escrever todo dia sobre o Flamengo no Urublog é maneiro, mas o monopapo acaba enchendo o saco. O Bagaceira vai servir pra mudar um pouco de assunto. Deve ser o quarto ou quinto blog de variedades que eu faço e até hoje nenhum conseguiu passar do segundo post. Vamos ver se esse aqui aguenta um pouco mais. Felizmente, o Mengão Fuderosão Aniquilador de Domingão não é o meu único fetiche. Ainda temos música, cinema, literatura e sacanagem pra desenrolar uma estória.

Pra começar um soul das antigas em sua pouco conhecida versão original. Composto por Ed Cobb e gravado por Gloria Jones em 64, só bombou nos anos 80 com a muquirana duplinha inglesa de synthpop Soft Cell e em 1999 com o amalucado Marilyn Manson, que apesar da pinta esquisitona passa rodo e foi casado com a deliciosa Dita Von Teese que ilustra esse primeiro e esperançoso  post.

Amanhã, num horário mais apropriado, vou procurar outras bizarrices culturais pra dividir com os desavisados que aparecerem por aqui. Ouve aí diz se o som presta ou não presta.